O contexto
Parhelion, antes Septen, é um complexo de escritórios concebido em 1982 por Claude Parent com os arquitetos-urbanistas René Gimbert e Jacques Vergely, entre Villeurbanne e Lyon. Dois edifícios de cinco pavimentos e dois subsolos, ligados por uma passarela concebida como um verdadeiro edifício-ponte.
O legado de Claude Parent
O edifício principal é formado por quatro blocos organizados em torno de um jardim interno tropical e conectados por rampas com inclinação de 5% — eco da pesquisa de Parent sobre movimento, inclinação e instabilidade. Uma identidade fortíssima, mas uma reabilitação delicada: lajes nervuradas em caixão e uma altura livre reduzida, de cerca de 2,50 m.
O projeto
O projeto transforma o complexo num edifício multiusuário: maior capacidade de acolhimento, novos serviços, valorização de halls, patamares e sanitários, requalificação do pátio central, abertura dos terraços como rooftops acessíveis e estudo de uma densificação em elevação. O tratamento das fachadas propõe uma nova leitura contemporânea sem apagar a memória construtiva.
Meu papel
Como chargé de projet, acompanhei as soluções arquitetônicas e a produção dos documentos gráficos ao longo das fases francesas do projeto — do estudo preliminar ao anteprojeto desenvolvido e executivo (APS, APD, APD PRO), com o licenciamento simplificado (DP), até a consulta às empresas e a contratação da obra (DCE, Marché).
